Entre ambos, há uma complementaridade que enriquece nossa visão: o filósofo mostra como pensar, fornecendo as ferramentas da razão e da análise, enquanto o mestre do Espiritismo convida a aplicar esse conhecimento na vida prática, no esforço de autossuperação, na educação dos sentimentos e na conquista da verdadeira virtude.
Um grande exercício de autoconhecimento. Cada página busca revelar não apenas o que as paixões são, mas como podem ser compreendidas, governadas e educadas. A filosofia cartesiana nos ajuda a compreender os mecanismos; a filosofia espírita nos aponta os caminhos da superação moral. Ao unir esses dois olhares, oferecemos ao leitor um itinerário para compreender-se a si mesmo, reconhecendo nas paixões não inimigas a serem extirpadas, mas forças naturais a serem educadas e orientadas.
Que este livro seja lido como convite: convite ao estudo rigoroso, à reflexão profunda e, sobretudo, à prática de nossa transformação moral, que é a maior finalidade de todo o conhecimento espírita.